quinta-feira, 31 de março de 2011

O belo, o belo e o belo


A beleza é um conceito subjetivo. Algumas pesquisas já constataram que o que consideramos bonito, além das questões culturais, passa pela simetria e pela harmonia. Então, o belo seria tudo que está matematicamente em proporção com seu conjunto? Na maior parte das vezes sim, outras não.
O belo é um conceito temporal. De tempos em tempos, algo que era considerado feio passa a ter um status de bonito e aos poucos as pessoas vão vendo aquilo como algo belo.
E o barroco? É belo pela sua capacidade de atrair os olhos para focos múltiplos, de surpreender por algo inesperado.
Assim, é o corpo humano: uma tensão entre a proporção clássica e os arroubos do barroco. O conceito de belo para o corpo feminino passou por muitos parâmetros; porém o masculino pouco mudou. Desde a antiguidade o corpo masculino tem que ser forte, poderoso e viril. E para isso o homem fez força, levantou pedra e puxou ferro. Depois, usou substâncias sintéticas. Agora, intervenções cirúrgicas. Não basta ser forte, tem que ser grande.
Mas para que serve o corpo? Entre todas as respostas possíveis e cabíveis, penso em uma: o corpo é a possibilidade que a alma tem que estar presente no mundo. O corpo é pra ser tocado. A contração dos músculos e o eriçar dos pelos é o modo como ele reage ao toque, dizendo a quem toca que não pare e ao cérebro que está na hora de derramar por todo ele aquela dose de serotonina que vai dar à alma um prazer infinito, ainda que fugaz.
Mas ai chegamos na era dos ciborgs. Breve está a grande época iluminada da medicina onde iremos produzir órgãos e peles em laboratório para aplacar a dor dos enfermos e dos mutilados.
Por enquanto, estamos produzindo um circo de horrores que aspira à beleza clássica. Uma prótese de silicone nunca vai vibrar, contrair e arrepiar na mão de quem a toca. Boca, peito, bunda e pau moldados na mesa do cirurgião não dão a quem contempla aquele corpo o fascínio do arrebatamento: aquele nariz um pouco maior do que devia, aquela perna levemente torta, aquela gordurinha no flanco, não estão ali pra ameaçar a perfeição, mas pra dar a ela personalidade. Enquanto isso, uma porção de "apêndices" além de fugirem ao toque só escancaram a profunda solidão e tristeza que carregam a alma dona daquele corpo. É um corpo frio, sem a beleza imponente e fria de uma estátua de mármore.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

E o Oscar vai para?

Eu nunca assisti uma transmissão inteira do Oscar, nunca especulei sobre os ganhadores, ou pautei minhas idas ao cinema pelos indicados. Resumindo: eu não entendo nada de Oscar, apesar de entender sua importância na economia e no imaginário ao redor do mundo. Dito isso gostaria de fazer alguns comentários leigos. Não gostei de Avatar, mas acho que ele não deveria ter perdido praquela bobagem de Guerra ao Terror no ano passado. Daqui a 50 anos, Avatar ainda será um filme pra ser visto e o outro uma mera curiosidade. Não achei que a Natalie Portman teve uma boa interpretação, mas ainda assim acho que ela deva ganhar da Annete Bening. Achei o "Discurso do Rei", um filme bem engraçadinho, mas é um telefilme. Uma produção bem careta, seria uma pena se tivesse a estatueta de "A rede social", essem sim um grande filmes que vai durar. De resto não sei o que dizer do doc half-brasileiro, não tive vontade de ver.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A la orden!




Sobre Cartagena de Índias eu sabia duas coisas: era a cidade do Gabriel Garcia Marquez e tinha um Festival de Cinema famoso. E foi assim, na intuição, com um pouco de pesquisa e conversa com amigos que desembarquei por lá, depois de conexões intermináveis em São Paulo e Bogotá. A cidade não é grande e o que realmente interessa ao turista é o centro histórico dentro das muralhas construídas para proteger a cidade no séc. XVI. Então, é um destino perfeito para uma viagem de 3 dias. O centro histórico é o lugar para se hospedar e conta com várias opções de hotéis, tão charmosos quanto caros, localizados em antigas casas coloniais. Uma outra opção é ficar no bairro Getsemani (onde eu me hospedei), que fica em frente à entrada principal da muralha, a menos de 5 minutos a pé e ainda preserva a arquitetura e a bossa intramuros, ainda que um pouco decadente. Os outros bairros são feios e Bocagrande, onde fica a maioria das opções de hospedagem das grandes redes internacionais, é um Barra da Tijuca piorada com uma praia de areias barrentas, onde não se consegue caminhar sem ter alguém te seguindo oferecendo de tudo, de tudo mesmo. Bocagrande só vale pra uma foto do seu skyline de arranha-céus brancos e espelhados, quando se estiver de um barco na baía. A cidade é muito quente e sempre venta no fim da tarde. Pela entrada principal, a Torre del Reloj pode-se começar a caminhar meio sem rumo pelas ruas e encontrar os museus, igrejas e praças a se visitar. A arquitetura e as esculturas espalhadas pela cidade são mais interessantes que o acervo dos museus. A cidade é o seu melhor museu. Um destaque é o Museo del Oro; pequeno, mas muito interessante e bem cuidado por um banco. Fora dos muros, não deixe de ir ao Forte San Felipe, uma das vistas espetaculares da cidade. A Colômbia é conhecida por suas esmeraldas, mas ao menos que você queria realmente comprar uma; não dê ouvidos às pessoas te convidando na rua pra conhecer o "museu" da esmeralda. São na verdade lojas que querem atrair o cliente. São várias.
Pelas ruas, você vai cruzar com as palanqueras: senhoras com vestidos coloridos e bandejas de frutas na cabeça que são uma atração turística. Aliás, as frutas são uma tentação por lá, se pode comprar e comer em qualquer esquina, manga, melancia, além das inúmeras frutas locais que são maravilhosas e são encontradas em forma de sorvete artesanal na imperdível Heladeria Paraiso.
Os melhores restaurantes estão em volta das praças San Domingo e San Diego, sendo que nessa última os preços são mais altos, talvez pela proximidade ao Hotel Sofitel Santa Clara que fica num antigo mosteiro.
Apesar de ser pequena, achar um endereço na cidade murada requer um bom senso de direção, porque a cada quadra a rua muda de nome. Na Calle de Ayos se encontra várias ótimas opções para comer. O melhor lugar que comi por lá, foi o Candé, um restaurante que eleva a comida autóctone a alta gastronomia. Ali se come lagosta, mariscos, camarões e peixes variados acompanhados de pratos que levam toda a tradição culinária cartagena como arroz de coco, patacón (um plátano, ou banana verde grelhada na chapa: um vício), frutas, aipim, inhame, milho, etc.
Os táxis são muito baratos, mas você não vai precisar muito deles, a não ser que tenha que ficar em Bocagrande. Não há taxímetros, então tem que se perguntar antes o preço. Uma corrida do aeroporto ao centro (a mais cara que paguei) custou 10.000 pesos.
Apesar de 1 real comprar 1.150 pesos colombianos (oficialmente), Cartagena não é uma cidade barata, então tire 3 zeros e vai gastar tanto quanto em qualquer grande cidade brasileira. Por mais que possa se virar com dólares, é bom ter pesos, então o câmbio deve ser feito no aeroporto de Bogotá, porque em Cartagena nem toda casa aceita real e as taxas de conversão são abusivas. Troquei em Bogotá por 970 e quando precisei em Cartagena achei lugares oferecendo 500. Se precisar trocar por lá, o melhor câmbio está na calle Uribe por 850.
Cartagena fica em uma baía, então os passeios saem do muelle La Bodeguita em direção às ilhas do Rosário. Podem ser feitos de catamarã ou lancha rápida. Eu fiz 2 e recomendo: o primeiro a uma das ilhas e de lá saí para um mergulho de snokerl que foi uma das coisas mais lindas que fiz na vida e o outro para Playa Blanca, na ilha de Barú. O mar de Cartagena, depois que se sai da baia pelo forte de Bocachica, é daquela infinidade de azuis e corais do mar do Caribe que te faz esquecer qualquer coisa de ruim na vida. Vá de lancha rápida e como o mar começa a ficar virado no fim da tarde, todas elas voltam às 3h, o que dá tempo pra mais um recorrido pela cidade e tomar um mojito vendo o por do sol de cima da muralha.
A cidade é ostensivamente policiada, que dá aos turistas uma segurança enorme de caminhar pelas ruas com suas câmeras potentes no pescoço, mesmo a noite.
O povo é de uma educação e amabilidade tamanha que tem muito a ensinar para outras cidades turísticas e mesmo os vendedores que te seguem na rua vendendo coisas sabem recuar depois de um não. A expressão a la orden! é quase automática de tão recorrente, então não economize no gracias. Falando em compras, a cidade te transporta para um outro tempo de maneira tão mágica que é irresistível, TODOS os turistas compram um chapéu panamá e ficam desfilando com ele pela cidade. Eu trouxe o meu, só não sei agora onde vou usar. Não sai a noite, mas a cidade de boas opções de casas de salsa e rumba, então se você tiver fôlego dá pra se acabar.
Então a la rumba!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Compre ontem, pague hoje, receba na próxima encarnação


Compras na comodidade do seu lar não são nenhuma novidade. Todos nós, quando crianças já vimos nossas mães comprando naquelas revistas Hermes ou Avon. Era uma beleza, elas escreviam seu nome em cima do produto e logo a vendedora vinha entregar na sua casa. Na comodidade do seu lar se comprava batom, roupas panelas e outras bugigangas. Com a popularização da internet os sites de e-commerce se multiplicaram e desde que sejam (ou pareçam confiáveis) são ótimos. Eu compro de tudo pela net e nunca tive problemas, até que.....
Quem não adora uma promoção, um descontinho, não é mesmo? E por isso, a nova febre agora são os sites de descontos. Parecia irresistível, eu mesmo me cadastrei em vários. Até que decidi fazer minha primeira compra. Só depois de efetuada a transação que recebi a mensagem que a entrega demoraria até 20 dias úteis depois do término daquela promoção. Uma coisa eu não entendo: se aqueles produtos estão ali na queima de estoque e com quantidades determinadas, porque precisam fazer toda a venda pra começar a despachar; outra coisa: que tipo de envio demora de capital pra capital quase um mês? Além disso, o SAC desses sites é horrível. Fiz 2 compras: uma entregaram com quase um mês e a outra, que já tem um mês, ninguém me dá noticias. A não ser que você comece suas compras de Natal um ano antes, esse tipo de site não tem sentindo. Eu não compro mais, nem abro mais as ofertas que recebo e acho que se eles não começarem a melhorar a entrega não duram até o próximo Natal. Não há promoção que resista a demora da entrega. Enquanto isso, a compra já foi debitada no seu cartão. Me cheira picaretagem!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O dia que eu fui japonês


Estive em Curitiba uma única vez dez anos atrás. Na época fui para o Festival de Teatro e passei o tempo todo ocupado pelo evento. A não ser umas voltas pelo centro e os pontos turísticos mais óbvios eu não conheci muita coisa. Dessa vez agora, eu tinha 2 dias e decidi dar uma volta pela cidade com mais calma. Na verdade eu adoro fazer turismo, mas detesto ser turista. Explico: não gosto de ficar perguntando onde ficam os lugares, de ficar abrindo mapa no meio da rua e muito menos de pacotes ou visitas guiadas. Gosto de me preparar antes e munido dos meus roteiros desbravar a cidade. Porém, essa minha estada, por problemas logísticos, se transformou eu uma tarde. Mas uma vez, eu tinha algumas horas para dar uma volta na cidade. Decidi escolher um lugar e pronto. Até que passando por uma praça avisto um ônibus de turismo, daqueles de 2 andares. Pensei, será? E lutando contra o meio preconceito resolvi arriscar. A viagem é ótima, passa por todos os pontos da cidade que você precisa conhecer e ainda te dá o direito de fazer 4 paradas. Toda a parte inicial é desnecessária e pode ser feita a pé. Aliás, quem decidiu que aquela estação rodoviária horrorosa é ponto de interesse turístico? Como o ponto alto da cidade são as áreas verdes, tome o ônibus a partir do Passeio Público e escolha descer em 2 dos vários parques que tem pelo caminho. A não ser que você tenha uma amigo local pra te levar para os lugares, achei uma ótima opção de giro. Me senti naquelas excursões: "Europa: 20 países, 21 dias".

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O carrinho de supermercado é mais certeiro que o mapa astral


Eu adoro ir ao supermercado, sempre adorei. Por duas razões: sou um glutão, adoro cozinhar, um dos maiores prazeres da minha vida é comer. Então ver aquela infinidade de sabores à disposição é igual a ir ao parque de diversões e outra: eu como um desterrado de alma que sou, tenho essa fantasia de brincar de casinha, então ir ao mercado é uma das etapas de administrar o lar, bla bla bla. Mas há, também, uma coisa muito divertida para se fazer num mercado: observar os tipos humanos. Você pode saber muito daquela pessoa só de olhar par ao carrinho dela. O solitário que compra miojo e comida congelada, a dona de casa classe média que enche o carrinho com frango inteiro e arroz de segunda pra conseguir alimentar a tropa toda, o metido a hype que compra queijo fedido e suco de cranberry e por ai vai. Aqui em casa o esquema é o seguinte: a compra dos produtos de necessidade é feita em um supermercado popular em Copacabana e aquelas frescurinhas do dia-a-dia numa rede perto de casa. Nessas horas eu me pego fantasiando sobre a vida de alguém só de olhar seu carrinho na fila, quase saio de lá com a biografia dela pronta. Mas na verdade, essa divagação toda começou por uma razão muito específica: a mania do ser humano de sempre ser julgado pelo outro e a mania do brasileiro de fartura e, conseqüentemente, de desperdício. Explico: não sei se acontece só comigo, mas sempre me senti constrangido de entrar numa padaria e pedir só um pãozinho, ou num açougue e pedir um bife, apesar de eu ser só um e naquele momento só querer um pão. Parecia uma declaração de miséria. Mas depois de anos morando em Copacabana e agora em Ipanema, me acostumei a ver aqueles gringos comprando um pão e uma banana, isso mesmo uma única banana, porque era aquilo que eles queriam no momento e não iam estocar comida no quarto do hostel. E aos, poucos fui tentando fazer isso, comprar só aquilo que precisaria no momento e estocar só aquilo que eu uso sempre. Acabei de comprar, junto com um vinho, uma única abobrinha e um só pimentão. Por mais que racionalmente faça todo sentido, ainda me senti avaliado pela senhora de trás que comprava, entre outras coisas, arroz negro e chocolate suíço. Da próxima vez que você for ao mercado olhe seu carrinho no final e diga se ele não entregaria muito sobre sua vida.

sábado, 23 de outubro de 2010

Primo rico, primo pobre

Brasileiro adora reclamar da vida financeira, são raras as pessoas que tem coragem de assumir que são bem sucedidos ou, pelo menos, ganham um salário justo. Tem sempre aquele amigo reclamando da vida e aquela tia velha falando da carestia. Chega ser até ofensa ou quase soberba se assumir bem sucedido. Eu tinha um amigo que dizia uma coisa ótima: "se você não tem dinheiro, não diga a ninguém, porque vão por pena te oferecer um sanduíche, ou pior se afastar de você achando que vai pedir um". Mas tem uma coisa pior que não ter dinheiro: ser pobre. Explico: para mim existem 3 tipos: os miseráveis, os pobres e os duros. Miserável é aquela pessoa à margem da sociedade, sem formação, sem oportunidades, se ela tiver algum senso de espírito pode um dia se tornar pobre. Duro é aquele cara sem sorte, tem cultura, tem formação, se esforça, mas não consegue uma chance, pode ser que hoje ele esteja comendo um podrão na esquina, pode ser que amanhã ele receba a resposta daquela super entrevista de trabalho, ele se preparou pra ela e vai dar certo, quase sempre o duro é um estágio transitório. O pior de todos é o pobre e esse tem 2 tipos: aquele que se acomoda na sua situação e não traça metas pra crescer e o "pobre de espírito": esse pode até ter uma boa situação financeira, mas vai sempre reclamar da vida e não vai saber aproveitar o que ela tem de bom. São os piores, a mais baixa classe de miseráveis.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Encarando cabras

Sabe aquele cara que parece ser super gente boa e os amigos não conseguem dizer não pra um chamado dele? Assim, eu penso (ou fantasio) ser o George Clooney. E foi assim, que ele se juntou ao Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey pra fazer esse filme ai.
O McGregor é um jornalista que que conhece um bando de malucos que diz ter participado de uma tropa de elite do exercito treinada em poderes psiquicos e acaba se envolvendo numa fura junto com o Clooney em plena guerra do Iraque- Era Bush. O roteiro é super original, cheio de piadas absurdas e uma mistura de mensagens de auto-ajuda e uma puta tiração de sarro com o militarismo do governo americano desde Reagan pra cá.
Um filmaço que sem sabermos por que não entra em cartaz e a gente "torrenteia".

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Eu estava morto, agora estou vivo

Filme gay, não é gênero. Existem milhares de filmes onde há personagens gays amam, transam e tem problemas de aceitação de sua sexualidade, seja em relação a si mesmo ou à sociedade. Nesse balaio podemos colocar desde comédias escatológicas do estilo "Another gay movie" até os dramas mais trágicos. Comédia romântica é boba em qualquer variação; é pra ser boba e fofa, por isso "De repente, Califórnia" é uma bom filme, por que é fofo. Mas "filme gay" tem que ter final triste pra ser bom? Parece quando se compara a idolatria a "Brokeback..." e o certo desdém a filmes como "Do começo ao fim", o já citado "De repente..." e a um outro filme fofo, apesar de um final não tão feliz, chamado "O beijo hollywodiano de Billy". Poderia citar aqui centenas de filmes gays de todas as partes do mundo que antes de serem filmes de gêneros são ótimos filmes; mas um pais em especial faz filmes que eu adoro pois são capazes de contruir narrativas poéticas e tratar de outros temas como cultura, religião e política tendo como fio condutor um casal gay. Foi assim, num filme que eu adoro: A Bolha e é agora nesse filme. "Eyes wide open" é um romance proibido, ainda que consumado, entre 2 judeus ortodoxos em Jerusalem (um deles casado) e o modo como a comunidade os recebe e o modo que eles lidam com o conflito entre desejo e tradição. A frase que Aaron diz ao rabino sobre a relação com Ezri: "Eu estava morto, agora estou vivo" já é, pra mim, uma frase clássica do cinema. Com um final não tão trágico, ainda que subjetivo, o filme é poesia para os olhos e para o coração. Como esses filmes não conseguem espaço para entrar em cartaz por aqui, se ficou curioso, resta torrentear.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

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A vida não é feita de necessidades, mas de desejos.